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by Artur Ferraz

O Novo Normal

O “novo normal” tornou-se rapidamente uma das muitas expressões que começaram a fazer parte do nosso léxico este ano. Esta expressão sintetiza um conjunto de práticas diárias que constituem uma mudança drástica de hábitos de vida profissionais, sociais, familiares, pessoais. Num espaço de tempo muito curto tivemos de nos adaptar a essas práticas que consistem, sobretudo, em pequenas rotinas diárias diferentes das que utilizávamos antes da situação pandémica atual.

O contexto atual é um contexto de Mudança. Não uma mudança lenta e quase impercetível,  mas uma Mudança drástica e, em alguns casos, muito violenta, por exigir afastamento de pessoas que nos são muito próximas.

Durante os últimos anos temos trabalhado em muitas organizações as implicações da Mudança e das exigências do mundo VUCA em que a volatilidade, a incerteza a complexidade e a ambiguidade, são constantes e como tal têm de ser sempre equacionadas nos processos de tomada de decisão.

Como refere Herzog, (1991) a chave para enfrentar com sucesso o processo de mudança é a gestão das pessoas. Para ele o grande desafio nas organizações é mudar as pessoas e a cultura organizacional renovando os valores para alcançar uma vantagem competitiva.

Nas organizações, quando se operacionalizam estes processos de mudança, os resultados nem sempre são visíveis no curto prazo, os hábitos de trabalho não se mudam em dias, semanas ou anos, nem em ações de curto prazo. Nestes contextos, a paciência e a persistência são características fundamentais para garantir o sucesso nas ações.

Trata-se de um processo lento, mas direcionado para o desenvolvimento de hábitos e rotinas de trabalho que orientam as pessoas para a resolução de problemas e orientação para o cliente, privilegiando o trabalho de equipa e as competências relacionais e de cooperação.

O impacto visível nas organizações está sempre direcionado para o desenvolvimento de canais de comunicação entre as diferentes áreas funcionais, habituadas muitas vezes a desenvolver a sua atividade em pequenas “quintas” funcionais.

Ao serem desenvolvidas estas ligações, as pessoas tendem a expandir as suas competências técnicas obtendo resultados de performance muito significativos. Como muitas vezes nos referem as pessoas nestes processos, - os problemas continuam a existir e as situações complexas são mais do que muitas, mas agora as questões são tratadas com simplicidade e os problemas são resolvidos.

Quando o nosso foco é a resolução dos problemas e não o encontrar culpados, os resultados tendem a ser mais eficazes e o ambiente organizacional é mais saudável. Ambientes de trabalho tóxicos criam pessoas apáticas e sem vontade de estabelecer relações de cooperação e resolução de problemas.

Este acaba por ser um dos grandes desafios das organizações para o curto prazo - desenvolver ambientes de trabalho saudáveis e virados para a resolução dos problemas e das questões do dia a dia -, precisamos de preservar as pessoas e a sua energia para conseguirem lidar com a complexidade e volatilidade atual. Precisamos de ser facilitadores de ambientes de trabalho saudáveis!

Artigo publicado na revista "O Molde", nº 127, Outubro/2020

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Artur Ferraz é Partner na IBC.

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